quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O silêncio que dói...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Desabafo...

Hoje o que mais queria era esbarrar em um gênio da lâmpada ou coisa do tipo. Queria ter direito a realizar um desejo...
Hoje eu desejaria não ter memória, não ter onde guardar lembranças, nem sentimentos.
Queria não lembrar, aliás, queria não ter o que esquecer.
Queria que a minha consciência tomasse o lugar do meu coração.
Realista, pé no chão, crítica...

Já se passaram dias, vários dias... Eu continuo dilacerando meus bons sentimentos. Um processo doloroso. Uma luta diária.

Continuo vivendo... por alguns momentos acredito já estar “curada” mas tem dias como hoje que fica explícito a minha fraqueza.

E sinceramente não sei o que fazer. Já não tenho do que fugir e nem o que evitar.

A única coisa certa é que existe ainda muita coisa que doeu e dói.


Cuidar de mim...

Meu coração tá ferido de amar errado.
De amar demais, de querer demais, de viver demais.
Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco.
Seu amor, comparado ao meu, é pouco.
Muito pouco.
Mas você não vê.
Não vê, não enxerga, não sente.
Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer.
A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua.
Sempre quis ser só sua.
Sempre te quis só meu.
E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou.
Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar.
Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem.
Homens que gostam das coisas simples.
Eu não sou simples, nunca fui.
Mas sempre quis ser sua.
Você, meu homem, é que não soube cuidar.
E nessa de cuidar, vou cuidar de mim.
De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais.
Dessa minha mania tão boba de amar errado.

Seja feliz
.”

[Caio F.Abreu]

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fratura exposta




Uma fratura exposta dói não só no dia em que se abre, mas cada vez que o vento decide trazer alguma poeira daquilo que com o corte se perdeu.

A poeira pode ser pequena e causar pontadas de dor, ou grande, trazendo toda a sujeira de uma cidade, causando explosões. Pode-se passar álcool todo o final de semana para desinfetar, mas a proteção invisível evapora no dia seguinte, deixando a poeira entrar.

O que esquecemos é que a fratura só continua exposta por opção. Uma sutura é sempre possível e recomendada.

A previsão da dor da agulha entrando na carne é o que nos paraliza. Costurar dói tanto quanto fraturar.

Seja por raiva, desespero ou puro masoquismo, um dia a coragem chega. E uma vez costurada, a porta se fecha para a poeira, a dor passa e dá lugar a coceira. Uma coceira que não grita como a dor, mas que sussurra constantemente ao pé do ouvido.

Até que, um a um, os pontos começam a cair, por cada rasgo que um dia fez doer. Dando lugar a cicatriz, uma linha torta em um corpo, agora, fechado.

[Bibiana Haygert]

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Das músicas que falam por mim...

As Palavras
Vanessa da Mata

As palavras saem quase sem querer
Rezam por nós dois
Tome conta do que vai dizer
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir
É fácil perceber

Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem
E não ser meu mal
Reabilite o meu coração

Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui pra te pedir perdão

As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem, ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer



Linda! Linda!
Diz muito. Diz quase tudo.
Escuto por várias vezes...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

... o que tinha, era seu.

"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro.
Quis tanto dar, tanto receber.
Quis precisar, sem exigências.
E sem solicitações, aceitar o que me era dado.
Sem ir além, compreende?
Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana.
Mas o que tinha, era seu."

[Caio. F. Abreu]

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

E foi isso...


"ou me quer e vem, ou não me quer e não vem.
Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração.
Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida.
E não darei.
Não é mais possivel.
Não vou me alimentar de ilusões.
Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possivel que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos.
No plano real: que história é essa?
No que depende de mim, estou disposto e aberto.
Perguntei a ele como se sentia.
Que me dissesse.
Que eu tomaria o silêncio como um não e que também ficaria em silêncio.(...)
Anyway, me dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio, me dói não saber de que forma chegar a ele, sacudi-lo dizer me olha, me encara, vamos ou não vamos nessa?
(...)odeio pessoas que dizem mas-todo-mundo-sempre-se-apaixona-por-mim"

[Caio F. Abreu]